UM VÍDEO publicado pelo Levante Popular da Juventude em fevereiro de 2014 eternizou uma coreografia infame. Sob o ritmo da canção Danza Kuduro, jovens (e alguns nem tanto) integrantes da agremiação de esquerda declaram seu apoio a Nicolás Maduro: “sou do Levante / tô com Maduro”. Nesse momento, posicionam os dedos esticados debaixo do nariz, emulando o icônico bigode do ditador.
Integrados em tese por adultos, o PT e o PSOL, em pleno fevereiro de 2019, reproduzem o mesmo grito de guera. Neste sábado (23), a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, criticou o que chama de “ataque” ao governo Maduro. “Gostem ou não, Maduro foi eleito com 67% dos votos do povo venezuelano”, declarou a deputada federal, omitindo o fato de que a eleição ocorreu sem observadores internacionais e foi considerada ilegítima por vários governos da região.
O PSOL também publicou neste sábado (23) nota “em defesa da soberania da Venezuela”. O texto chega a falar em “provocações do governo brasileiro nas fronteiras da Venezuela, inclusive incitando conflito e violência”. É como se a operação que levou caminhões com comida e remédios fosse a responsável pelas tropas de Maduro abrirem fogo contra cidadãos desarmados, como vem ocorrendo nos últimos dias.
Que as ações de hoje fiquem absolutamente claras sempre que integrantes desses partidos encherem a boca para falar de ‘democracia’.
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