Em 2004, secretário alertou que o Museu Nacional pegaria fogo

O Museu Nacional enfrentava graves problemas há mais de meio século. Foto: Tania Rego/Agencia Brasil

O Museu Nacional do Rio de Janeiro enfrentava graves problemas desde os anos 1960

NÃO ERA uma visita técnica. Mas isso não impediu Wagner Victer de fazer uma denúncia à Agência Brasil em novembro de 2004. Na ocasião, o secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo alertou que o Museu Nacional do Rio de Janeiro corria sérios riscos de ser destruído por um incêndio. Catorze anos depois, a previsão se concretizou.

O museu vai pegar fogo. São fiações expostas, mal conservadas, alas com infiltrações, uma situação de total irresponsabilidade com o patrimônio histórico.”
Wagner Victer, secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, em novembro de 2004

Conforme registrado no site da Empresa Brasil de Comunicação, o secretário defendeu que o Governo Federal ajudasse o do Rio de Janeiro na preservação do espaço cultural. Na época, os fluminenses era governados por Rosinha Garotinho. E o Brasil, por Lula.

A casa era dirigida por Sérgio Alex Azevedo, que admitiu a situação precária acrescentando que os problemas datavam ainda da década de 1960. E que, em 2003, uma vistoria disse ser urgente a implantação de um sistema de combate a incêndio.

Em 2 de setembro de 2018, justamente um incêndio “acabou tudo”, segundo museólogo ouvido pela Folha de S.Paulo. O estrago real era desconhecido até a redação deste texto, mas já se sabe que o segundo o terceiro piso cederam.

Fundado por dom João VI em 1818, o Museu Nacional havia comemorado 200 anos de história, e conquistado junto ao BNDES o orçamento necessário para uma reforma que não chegou a ocorrer a tempo. Com 9 000 metros quadrados de exposições permanentes e temporárias, possuía o maior acervo de história natural da América Latina.

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